Eduardo Bolsonaro é demitido da Polícia Federal por abandono de cargo

O Ministério da Justiça e Segurança Pública oficializou a demissão de Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal. A decisão, divulgada no Diário Oficial da União desta segunda-feira, resulta de processo administrativo disciplinar que apurou abandono de cargo com faltas injustificadas por mais de 30 dias seguidos. A ação se ampara na Lei nº 15.047, de 2024, que estabelece essa penalidade para situações de abandono.
O ex-parlamentar integrava o quadro da Polícia Federal, mas estava afastado do cargo para exercer seu mandato na Câmara dos Deputados. Após deixar o Brasil em março de 2025 para residir nos Estados Unidos, Eduardo perdeu seu mandato em dezembro de 2025 devido a ausências em sessões deliberativas da Casa. Com a cassação, a Polícia Federal publicou ato retroativo declarando o fim do afastamento e exigindo seu retorno imediato às funções.
Além da demissão administrativa, Eduardo Bolsonaro enfrenta condenação do Supremo Tribunal Federal. Em setembro de 2026, a Primeira Turma do STF o condenou a quatro anos e dois meses de prisão em regime semiaberto pelo crime de coação no curso do processo. Os ministros também decretaram sua inelegibilidade por oito anos. Segundo a corte, o ex-deputado atuou para estimular sanções e medidas dos Estados Unidos contra o Brasil, visando influenciar julgamentos relacionados ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Com informações de Agência Brasil — fonte original.
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