João e Marília Propõem R$ 100 Milhões para Produzir Canetas Emagrecedoras

Proposta prevê construção de nova planta no laboratório estadual e oferta do tratamento pelo SUS, conforme indicação médica
O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) e a candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) anunciaram uma proposta de investimento de R$ 100 milhões no Lafepe para a produção da substância utilizada em medicamentos conhecidos como canetas emagrecedoras.
O anúncio foi feito neste domingo (20) e prevê a construção de uma nova planta no Laboratório Farmacêutico do Estado de Pernambuco Governador Miguel Arraes (Lafepe). Segundo os candidatos, a iniciativa teria como objetivo ampliar a produção pública de medicamentos e possibilitar o atendimento de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), conforme critérios médicos.
O Lafepe é uma empresa pública vinculada à Secretaria Estadual de Saúde e atua na produção e distribuição de medicamentos voltados às políticas públicas de saúde.
Proposta prevê produção em Pernambuco
Durante o anúncio, João Campos afirmou que a ideia é utilizar a estrutura do laboratório estadual para produzir localmente a substância e atender inicialmente à demanda de Pernambuco.
Segundo o candidato, pessoas com obesidade, diabetes e outras comorbidades poderiam receber o tratamento mediante indicação e acompanhamento médico.
A proposta também prevê que, com a ampliação da capacidade industrial, o Lafepe possa futuramente fornecer medicamentos para outros estados.
Ministério da Saúde avalia oferta pelo SUS
A proposta apresentada em Pernambuco ocorre em meio à discussão nacional sobre a incorporação das chamadas canetas emagrecedoras ao SUS.
Em 17 de setembro, o Ministério da Saúde informou que conduz estudos para avaliar o uso desses medicamentos em pacientes da rede pública. A pasta afirmou que a eventual oferta deverá seguir critérios clínicos e acompanhamento médico.
Atualmente, os medicamentos da classe GLP-1 ainda não são oferecidos de forma ampla pelo SUS. O Ministério da Saúde acompanha um estudo com 250 pacientes com obesidade grave ou associada a outras doenças, realizado pelo Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre.
Marília diz que buscará recursos
Ao lado de João Campos, Marília Arraes afirmou que pretende atuar no Senado para buscar recursos destinados à implantação do projeto.
A candidata também defendeu o fortalecimento do Lafepe como produtor público de medicamentos e destacou a importância de ampliar a produção nacional de tecnologias em saúde.
O laboratório pernambucano possui histórico de fornecimento de medicamentos para programas do Ministério da Saúde, incluindo antirretrovirais e o benznidazol, utilizado no tratamento da doença de Chagas.
Produção nacional de medicamentos
A produção de medicamentos contra a obesidade também faz parte da estratégia do governo federal para ampliar a oferta no país.
Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil já possui 14 produtos registrados para o combate à obesidade, enquanto a pasta avalia formas de disponibilizar esse tipo de tratamento no SUS de maneira responsável e com base em evidências.
A Anvisa também registrou novos medicamentos à base de semaglutida em 2026, ampliando as opções disponíveis no mercado brasileiro.
Proposta ainda depende de implementação
Apesar do anúncio, a iniciativa apresentada por João Campos e Marília Arraes ainda é uma proposta de campanha. A construção de uma nova planta, a definição do medicamento a ser produzido, os investimentos necessários e os critérios para eventual distribuição pelo SUS dependeriam das etapas técnicas, administrativas e regulatórias correspondentes.
Fonte e contexto
A proposta foi anunciada pelos candidatos João Campos e Marília Arraes em 20 de setembro de 2026. As informações sobre a situação dos medicamentos no SUS foram contextualizadas a partir de informações oficiais do Ministério da Saúde e da Anvisa.





