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Saúde

Mais de 32 mil brasileiros já registram intenção de doar órgãos por cartório

Por Redação Portal Digital 21/09/2026 às 04:01 2 min de leitura
Mais de 32 mil brasileiros já registram intenção de doar órgãos por cartório

Desde o lançamento da Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (Aedo) em 2024, mais de 32 mil brasileiros utilizaram os cartórios de notas para manifestar formalmente a vontade de serem doadores. O procedimento, que é totalmente gratuito e realizado online, ganha destaque especial durante o Setembro Verde, mês dedicado à conscientização sobre doação de órgãos em um país onde aproximadamente 49 mil pessoas aguardam por um transplante.

O processo é simples e não exige deslocamento até o cartório. O interessado acessa a plataforma da Aedo, preenche seus dados pessoais e seleciona um cartório de notas. Em seguida, participa de uma videoconferência com o tabelião para confirmar sua identidade e sua intenção de doar. O documento é assinado eletronicamente e integra a Central Nacional de Doadores de Órgãos, consultada pelos profissionais autorizados do Sistema Nacional de Transplantes. O doador também pode especificar quais órgãos, tecidos ou partes do corpo deseja oferecer, além de revogar a autorização a qualquer momento.

Os dados mostram concentração maior em São Paulo, com 9.399 solicitações, seguido por Paraná (3.818), Rio de Janeiro (2.930), Minas Gerais (2.172) e Rio Grande do Sul (2.012). Porém, a Aedo registra manifestações em todas as unidades da Federação. A demanda permanece elevada: cerca de 45 mil pessoas aguardam por um rim, enquanto 37.719 estão na fila por uma córnea.

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Um dos principais desafios continua sendo a autorização familiar. No Brasil, a retirada de órgãos após a morte depende da concordância dos familiares, mesmo quando a pessoa manifestou em vida o desejo de ser doadora. A taxa média de recusa familiar gira em torno de 45%, frequentemente relacionada ao desconhecimento sobre a vontade do potencial doador ou dúvidas sobre o procedimento. É neste cenário que a Aedo se mostra relevante, permitindo que o cidadão deixe sua decisão formalizada e auxiliando na comunicação familiar sobre o tema.

Com informações de Agência Brasil — fonte original.

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